Metodologia de cálculo

Toda estimativa do TrajetoFácil vem de uma fórmula explícita e de uma fonte identificável. Esta página descreve cada conta, de onde vêm os dados, com que frequência são revisados e quais são os limites conhecidos do método.

Distância e tempo

Origem, paradas e destino são convertidos em coordenadas geográficas. Sobre essas coordenadas é traçada a rota rodoviária, de onde saem a distância em quilômetros e o tempo estimado de cada trecho. O tempo considera condições normais de tráfego e não inclui paradas, refeições nem congestionamentos pontuais.

Quando a opção ida e volta está ativa, os dois sentidos são calculados como rotas independentes — o caminho de volta pode diferir por conversões, acessos e retornos.

Combustível

A fórmula é direta e aplicada trecho a trecho: litros = distância ÷ consumo (km/l); custo = litros × preço do litro. Os valores de consumo e preço são os que você informa — por isso a precisão do resultado depende de usar o consumo real do veículo e o preço que você paga.

Se preço do litro e km/l ficam em branco e apenas o valor por km é preenchido, o cálculo passa a ser distância × valor por km, mantendo o pedágio como parcela separada.

Pedágio

A geometria da rota é cruzada com uma base própria de praças de pedágio georreferenciadas. Cada praça cujo ponto coincide com o traçado, dentro de uma tolerância de posição, entra no cálculo com a tarifa da categoria selecionada.

As categorias seguem as regras das concessões: carro paga a tarifa base, moto costuma pagar metade, e ônibus e caminhões pagam a tarifa multiplicada pelo número de eixos. Praças gêmeas — uma estrutura em cada sentido — são tratadas separadamente para não duplicar cobrança em um mesmo sentido, e praças de sentido único entram apenas no trecho correspondente.

Custo total, custo por km e multiplicador

O custo total é a soma de combustível e pedágio de todos os trechos, incluindo a volta quando marcada. O custo por quilômetro é esse total dividido pela distância total percorrida.

O multiplicador de repasse aplica um fator sobre o custo: fator 1,30 corresponde a 30% de margem. O resultado aparece como valor a repassar, sem alterar o custo original exibido — as duas informações convivem para você comparar.

Fontes dos dados

  • ANTT — tarifas das praças em rodovias federais concedidas, a partir dos dados abertos da agência;
  • ARTESP e demais reguladores estaduais — tabelas tarifárias das concessões estaduais, com destaque para a malha paulista;
  • Concessionárias — tabelas publicadas por concessionária para praças e pórticos não cobertos pelas planilhas dos reguladores;
  • Bases cartográficas abertas — geocodificação de endereços e traçado da malha rodoviária;
  • Você — divergências reportadas por usuários são conferidas na fonte oficial e corrigidas na base.

Atualização dos dados

Uma rotina automática revisa a base de tarifas semanalmente, buscando reajustes publicados pelas fontes oficiais. Além disso, a equipe roda revisões manuais quando há reajuste anunciado, nova concessão, mudança de traçado ou reporte de divergência.

Reajustes costumam ocorrer uma vez por ano por contrato de concessão, o que torna as tarifas estáveis pela maior parte do ano — a principal razão pela qual uma estimativa baseada em tabela oficial fica próxima do valor cobrado na praça.

Limitações conhecidas

Todo valor apresentado é estimativa de referência. Os fatores abaixo podem fazer o valor real divergir:

  • Reajuste tarifário muito recente, ainda não refletido na base;
  • Descontos por tag, frequência ou programas da concessionária;
  • Pórticos free flow com tarifação proporcional ao trecho percorrido;
  • Regras de eixo suspenso e categorias especiais de veículos comerciais;
  • Desvios, obras e bloqueios que mudem o caminho efetivamente percorrido;
  • Consumo real diferente do informado por conta de carga, relevo ou velocidade;
  • Oscilação do preço do combustível entre a simulação e a viagem.

Encontrou uma diferença? Reporte pela página de contato: divergências confirmadas entram na base na atualização seguinte.